sábado, 14 de abril de 2012

A União Europeia


A União Europeia


O que é?

É a união de 27 países com interesses económicos e políticos comuns, e em conjunto, abrangem uma grande parte do continente europeu.
A construção europeia, devido a nações orgulhosas e independentes, foi um processo de altos e baixos com períodos de entusiasmo e outros períodos de grande cepticismo.
O projecto europeu iniciou-se no fim da Segunda Guerra Mundial. O principal objetivo deste projecto era reforçar a cooperação económica, partindo do princípio que os países com relações mais vincadas são a nível económico dependentes e que tal ajuda a evitar eventuais conflitos. Desde então, a União Europeia (UE) transformou-se num grande mercado único com uma moeda comum, o euro. Aquilo que no ínicio começou por ser uma união de interesses económicos, apenas e só, rapidamente se converteu numa organização activa com uma imensidão de áreas, que vão desde à ajuda ao desenvolvimento até ao ambiente.

Pouco a pouco, o projecto tem progredindo, orientando-se por dois vectores principais:

  • Aprofundamento das relações entre os Estados
  • Alargamento geográfico da União

  • A construção europeia








    • Os tratados

    Todas as medidas tomadas pela UE assentam nos tratados que foram aprovados voluntária e democraticamente por todos os países da UE. Vejamos um exemplo, se um domínio de intervenção não foi citado num tratado, a Comissão não pode propor uma legislação para esse domínio.

    • O que é um tratado?

    Um tratado é um acordo vinculativo entre a UE e os seus países membros. Nele estão consagrados os objectivos da UE, as regras por que se regem as instituições da UE, o processo de tomada de decisões e a relação entre a UE e os seus países membros.
    Por vezes são alterados de modo a tornar a UE mais eficaz, para preparar a UE à adesão de novos países e para introduzir novas áreas de intervenção, como é o caso da moeda única.

    • Principais Tratados:


      Ano
      Tratado
      Objectivo
      1952
      Tratado que institui a CECA*
      Criar uma interdependência entre os sectores de aço e do carvão, para que deixasse de haver possibilidade de um país mobilizar as suas forças armadas sem informar os restantes países. Esta situação ajudou a apaziguar as tensões e desconfianças existentes entre países depois da Segunda Guerra Mundial.
      1958
      Tratados de Roma - tratados CEE e EURATOM
      Instituir a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atómica (EURATOM)
      Mudanças: aprofundamento da integração europeia, que passa a abranger a cooperação económica.
      1967
      Tratado de Fusão – Tratado de Bruxelas
      Simplificar o funcionamento das instituições europeias.
      Mudanças: criação de uma Comissão única e de um Conselho único para as três Comunidades Europeias (CEE, Euratom, CECA). Revogação pelo Tratado de Amesterdão.
      1986
      Acto Único Europeu
      Proceder à reforma das instituições para preparar a adesão de Espanha e Portugal e agilizar a tomada de decisões na perspectiva do mercado único.
      1993
      Tratado da União Europeia (Tratado de Maastricht)
      Preparar a união monetária europeia e introduzir elementos de uma união política (cidadania, política comum em matéria de política externa e os assuntos internos). Instituição da União Europeia e introdução do procedimento de co-decisão, que dá mais peso ao Parlamento no processo de tomada de decisão. Novas formas de cooperação entre os governos da UE, nomeadamente no quadro da defesa, da justiça e dos assuntos internos.
      1999
      Tratado de Amesterdão
      Proceder à reforma das instituições para preparar a adesão de futuros países membros. Alteração, renumeração dos artigos e consolidação dos tratados UE e CEE.
      2003
      Tratado de Nice
      Proceder à reforma das instituições para tornar o funcionamento da UE mais eficaz depois do alargamento a 25 países membros.
      2009
      Tratado de Lisboa
      Tornar a UE mais democrática, eficaz e preparada para resolver problemas a nível mundial, como as alterações climáticas, falando a uma só voz.
      O Tratado de Lisboa clarifica a distribuição dos seguintes poderes: os poderes da UE; os poderes dos países membros; os poderes partilhados.

      *CECA: Comunidade Europeia do Carvão e Aço


      O cronograma seguinte demonstra-nos de forma simples e resumida os tratados existentes ao longo da construção da União Europeia:













      Do Acto Único à Moeda Única


      No início dos anos 80 a Comunidade enfrentava um período de descrença nas suas potencialidades e no seu futuro. Em 1985, graças à acção do novo presidente da Comissão Europeia , Jacques Delors, a Comunidade reencontra a dinâmica perdida.
      Decidido a relançar o projecto europeu, Delors focou-se no aspecto que oferecia maior concenso: o avanço da união económica. Os vários esforços do presidente, em 1986, levaram à assinatura do Acto Único Europeu, que previa, em 1993, o estabelecimento de um mercado único onde, além de mercadorias, circulassem, livremente, pessoas, capitais e serviços.


      Estes esforços estão subjacentes no discurso que Jacques Delors fez em 1987, que consistia numa Europa essencialmente económica. Tal facto pode ser comprovado no seguinte documento:




      Em 1990 começam as negociações com vista ao aumento das competências da Comunidade, que se pretendem ver alargadas a sectores até aí reservados aos governos nacionais: política migratória, moeda, política externa e defesa. Estas negociações desembocam no Tratado da União Europeia (acima referido na tabela), assinado na cidade de Maastricht, em 1992. Este tratado só entra em vigor em 1993, ao mesmo tempo que o Mercado Único, e tem como objectivo estabelecer uma União Europeia fundada em 3 pilares:
      • o comunitário;
      • política externa e da segurança comum (PESC);
      • e o da cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos internos.
      Estes pilares organizam-se num quadro institucional único, embora funcionem de forma bastante diferente, já que o nível de actuação é muito mais profundo na área da economia do que nos dois outros domínios.



      No seguinte documento estão representados os três pilares da União Europeia, segundo o Tratado de Maastricht:




      Maastricht representou um largo passo em frente no caminho da União quer pelo reforço dos laços políticos, quer por ter traçado o objectivo da adopção de uma moeda única, de acordo cm um calendário rigoroso e predeterminado.
      A 1 de Janeiro de 1999, 11 países, inauguram oficialmente o euro, que entra, então nos mercados de capitais. Três anos mais tarde, estes países despedem-se das suas velhas unidades monetárias para adoptarem o euro. Abdicam, assim de um símbolo maior de soberania e identidade nacionais, em favor do ideal da Europa unida. O euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de Janeiro de 2002, e como moeda escritural desde 1 de Janeiro de 1999.
      A CE tornou-se a maior potência comercial do mundo, com um PIB conjunto semelhante ao dos Estados Unidos. O seu mercado interno apresenta um elevado nível de consumo e uma mão-de-obra muito qualificada. Possui, também, uma densa rede de transportes e comunicações.
      Mas, no final do século, a Comunidade Europeia mostrou-se menos pujante que os EUA, registando um crescimento económico mais fraco, um alto nível de desemprego, e, com a população mais velha do Mundo, uma preocupante falta de dinamismo demográfico.




      Principais órgãos de poder da União Europeia
















      A UE de 6 para 27 membros


      Ano
      Mês
      País
      1957
      Março
      Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos.
      1973
      Janeiro
      Dinamarca, Irlanda e Reino Unido.
      1981
      Janeiro
      Grécia
      1986
      Janeiro
      Espanha, Portugal
      1990
      Novembro
      Unificação Alemanha (integração da Antiga Alemanha de Leste)
      1995
      Janeiro
      Áustria, Finlândia, Suécia
      2004
      Maio
      Chipre, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Malta, Polónia, Eslovénia, Eslováquia, República Checa
      2007
      Janeiro
      Bulgária, Roménia





      Países candidatos:

      • Croácia;
      • Antiga República Jugoslava da Macedónia;
      • Islândia;
      • Montenegro;
      • Sérvia;
      • Turquia.



      Caso Português

      Adesão de Portugal à CEE

      Portugal é membro da CEE desde 1 de Janeiro de 1986, juntamente com a Espanha, após ter apresentado a sua candidatura de adesão em 1977. Esta adesão é uma das consequências do 25 de Abril de 1974 e da consequentes alterações que esta resolução provocou nos aspectos políticos, económicos e social.
      Com o 25 de Abril, Portugal perdeu o mercado colonial e vê-se obrigado a centrar a sua atenção no mercado europeu. Para esse feito foi necessária uma transformação a todos os níveis. Após certa agitação e dificuldades acrescidas na economia interna, acentuada pela recessão da eocnomia mundial, em 1977 é feito o pedido de adesão à CEE. A CEE, por sua vez, vê com apreensão a adesão de Portugal, que terá de enfrentar enormes dificuldades face à sua situação económica. A partir de 1980, a economia portuguesa e o poder político vão ter como prioridade política externa a adesão à CEE, sendo que em 1985 verifica-se um período de expansão da actividade económica. A 1986, Portugal é formalmente um membro da CEE, um marco importante para a situação actual da economia portuguesa.
      De 1986 a 1991 verificamos um período de transitório de adesão à CEE, visto que o nível de desenvolvimento de Portugal é inferior ao dos outros países membros. Para Portugal vencer esta desigualdade, terá de receber da CEE fundos estruturais que visam a modernização do sector produtivo. Por sua vez, a CEE impõe directivas no domínio legislativo que abrangem vários sectores além do económico, como fiscalidade, energia e ambiente. Portugal, terá de se adaptar às normas comunitárias. Neste período, a evolução da economia de Portugal é positiva, verificando-se um grande desenvolvimento económico. No entanto, ainda está longe do desenvolvimento económicos dos outros países membros.
      Hoje, Portugal tem a obrigação de ter um desenvolvimento económico superior aos dos outros paises, para que não haja um desnivelamento e possa cumprir os objectivos da União Europeia.


      No seguimento deste tópico é importante destacar a posição de Portugal face à CEE:










      Mário Soares, primeiro-ministro de Portugal, assina o Tratado de Adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia. A seu lado estão Rui Machete (vice-primeiro-ministro), Jaime Gama (ministro dos Negócios Estrangeiros) e Ernâni Lopes (ministro das Finanças e do Plano). O acto de assinatura decorreu no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, perante os chefes de Estado e de Governo dos países da CEE. Na manhã de 12 de Junho de 1985, Portugal tornou-se o 11º Estado membro da comunidade.

      (Testemunho de Mário Soares)






      Para saber mais sobre este dia importante para Portugal, aconselho a visualização do seguinte vídeo:





      O vídeo seguinte é a música do GNR - Portugal na CEE




      Bibliografia




      Manual, O Tempo da História 3ª Parte, História A 12º ano, Célia Pinto do Couto, Maria António Monterroso Rosas

      Outras fontes: 

      Apontamentos da Visita de Estudo ao Parlamento Europeu


      Trabalho de: Ana Catarina nº1 



terça-feira, 10 de abril de 2012

O fim da URSS


O FIM DO MODELO SOVIÉTICO

Fim da Guerra Fria

O período que se encontra entre 1985 e 1991, foi marcado por grandes modificações. A Guerra Fria terminou de forma inesperada, durante a década de 1980. Em 1989, a queda do muro de Berlim foi o ato simbólico que decretou o encerramento de décadas de disputas económicas, ideológicas e militares entre o bloco capitalista, comandado pelos Estados Unidos e o socialista, dirigido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Na sequência deste facto, ocorreu a reunificação da Alemanha Ocidental e Oriental.
Podemos afirmar que a crise nos países socialistas funcionou como um catalisador do fim da Guerra Fria. Os países do bloco socialista, incluindo a União Soviética, passavam por uma grave crise económica na década de 1980. A falta de concorrência, os baixos salários e a falta de produtos causaram uma grave crise económica. A falta de democracia também gerava uma grande insatisfação popular.

No começo da década de 1990, o presidente da União Soviética Mikhail Gorbatchev começou a implementar a Glasnost (transparência / reformas políticas priorizando a liberdade) e a Perestroika (reestruturação económica). A União Soviética estava pronta para deixar o socialismo, rumo à economia de mercado capitalista, com mais abertura política e democrática. Na sequência, as diversas repúblicas que compunham a União Soviética foram retomando sua independência política. Futuros acordos militares entre Estados Unidos e Rússia garantiriam o início de um processo de desarmamento nuclear.

Na década de 1990, sem a pressão soviética, os outros países socialistas (Polónia, Hungria, Roménia, Bulgária, entre outros) também foram implementando mudanças políticas e económica no sentido do retorno da democracia e engajamento na economia de mercado.

Portanto, a década de 1990 marcou o fim da Guerra Fria e também da divisão do mundo em dois blocos ideológicos. O temor de uma guerra nuclear e as disputas armamentistas e ideológicas também foram sepultadas. 
O fim do modelo soviético transformou a geografia política do Leste europeu e lançou os antigos estados socialistas numa transição económica difícil, cujas marcas são, ainda, claramente percetíveis.


A Era Gorbatchev

Com a morte de Konstantin Chernenko (Presidente do Soviete Supremo da URSS e Secretário Geral do Partido Comunista de Fevereiro de 1984 a Março de 1985, e Chefe Supremo do Politburo, o segundo mais alto cargo na hierarquia soviética, de 1971 até 1984),  Mikhail Gorbachev, com 54 anos de idade, é eleito secretário geral do Partido Comunista a 11 de Março de 1985. Sendo, efetivamente, o verdadeiro líder da União Soviética.


Bem mais novo e decidido do que os seus antecessores, o novo líder encara de frente a deterioração que o sistema vinha sofrendo desde os tempos de Brejnev.
Incapaz de igualar o arrojado programa de defesa nuclear da administração Reagan (conhecido como “guerra nas estrelas”), o líder soviético procura assim criar um clima internacional estável que refreie a corrida ao armamento e permita à URSS utilizar os seus recursos para a reestruturação interna.

Defensor de ideias modernizantes, instituiu grandes projetos inovadores ao conservadorismo dos dirigentes: a perestroika (reconstrução económica), democratizatsiya (democratização), o uskorenie (desenvolvimento económico) e aglasnost (transparência política).

Perestroika significa superar o processo de estagnação, quebrar o mecanismo de frenagem, criando um mecanismo confiável e eficaz para a aceleração do progresso social e económico e conferindo-lhe maior dinamismo; significa iniciativa da massa. É a conferência de desenvolvimento da democracia socialista, auto-governo, o incentivo da iniciativa e esforço criativo.

Por outras palavras...

Perestroika : reestruturação profunda do funcionamento do modelo soviético empreendida por M. Gorbatchev, a partir de 1985. Tendo um carácter marcadamente económico, a perestroika assumiu também a vertente política (a glasnost) que procurou reconciliar o socialismo e a democracia.

Por ainda mais palavras...

A Perestroika, que teve início em 1986, foi concebida para introduzir um novo dinamismo na economia soviética, que passava por sérios problemas. Para que os setores económicos do país tivessem uma expansão qualitativa e quantitativa, foram introduzidos mecanismos para estimular a livre concorrência (e acabar com o monopólio estatal), desenvolver setores secundários de produção (bens de consumo e serviços não-essenciais) através da iniciativa privada e descentralizar as operações empresariais. No campo, foi estimulado a criação de cooperativas por grupos familiares e arrendamento de terras estatais. A proposta também foi incentivar empresas estrangeiras a atuarem no país. Houve ainda uma redução dos gastos do governo, principalmente na indústria bélica.

Glasnost

Enquanto no Ocidente a noção da glasnost se associa com a liberdade de expressão, a meta principal desta política foi fazer o governo do país transparente e aberto para discutir, assim logrando o círculo estreito de apparatchiks que anteriormente exerceu o controle completo da economia. A Glasnost foi, portanto, um processo de abertura política.

A glasnost deu novas liberdades à população, como uma maior liberdade do discurso - uma modificação radical, visto que o controle de discurso e supressão da crítica do governo tinha sido anteriormente uma parte central do sistema soviético. Houve também um maior grau da liberdade dentro dos meios de comunicação. Até o final dos anos 1980, o governo soviético veio embaixo da crítica aumentada, como fez a ideologia leninista (que Gorbachev tinha tentado conservar como a fundação da reforma), e os membros da população soviética foram mais francos na sua visão de que o governo soviético não ia bem.

Na área política e social, a Glasnost pretendeu colocar novos paradigmas no modo de vida soviético. Para que a União Soviética tivesse um desenvolvimento forte e profícuo, era necessário colocar uma nova mentalidade em todos os segmentos da sociedade. Assim, a proposta foi de acabar com a burocracia política, combater a corrupção e introduzir a democracia em todos os níveis de participação política, ou seja, autorizou o pluripartidarismo. A glasnost também libertou dissidentes políticos e permitiu a liberdade de imprensa e expressão.

O colapso do bloco soviético

Investiga as causas históricas, políticas, sociais e econômicas que mais contribuíram para o colapso e desaparecimento da União Soviética em 1991. Como um esforço de reinterpretação do fenômeno, desde a gênese até o esgotamento da URSS, apóia-se em análises e dados de alguns dos mais conhecidos especialistas no assunto. Considera que um conjunto de elementos se combinou para tal desfecho. Aponta como causas principais:

a) o atraso material e cultural da velha Rússia para iniciar a construção do socialismo; b) o isolamento da Revolução Russa, fruto, entre outros fatores, do reformismo político que paralisou a classe operária no Ocidente;

c) as agressões militares que a URSS sofreu, com suas imensas perdas humanas e os custos insuportáveis de defesa, derivados da ameaça permanente que vinha do exterior, que contribuíram para exauri-la economicamente;

d) a natureza ditatorial do sistema político, como elemento central, que se pôde acelerar a industrialização e a modernização em uma primeira fase, trouxe imensos prejuízos humanos por outro e funcionou a partir de certo ponto no tempo como uma trava à continuidade do desenvolvimento da economia e da sociedade;

e) o esgotamento do modelo extensivo de crescimento na virada para os anos 70, a desaceleração econômica que chega à estagnação no início dos anos 80 e o acentuado atraso tecnológico em relação ao mundo capitalista, verificado já na década de 70;

 f) As grandes transformações sociais, culturais e comportamentais ocorridas no mundo e na URSS, a Revolução da Informação e as mobilizações democráticas em todo Leste Europeu, que erodiram as fundações do sistema soviético;

g) A Perestroika, que como programa de reformas acelerou a democratização do regime político, levando à desagregação do velho mecanismo burocrático de planejamento e gestão estatais da economia, o que por sua vez gerou caos;

h) As mobilizações nacionalistas e a ofensiva restauracionista selaram a desagregação do sistema soviético. O processo final que levou ao colapso da URSS parece mais uma combinação de progressivas revoluções ou mobilizações democráticas - que em muito se assemelham às revoluções burguesas, já que suas bandeiras e demandas não diferem muito daquelas levantadas nas revoluções de 1789 e 1848 - com a implosão de um sistema político debilitado e ultrapassado, onde já não cabiam as forças produtivas e sociais que dentro dele se desenvolviam
                                                                                O colapso da URSS: um estudo das causas

Gorbatchev, confiante no clima de concórdia que estabelecera com o Ocidente, passou a olhar as democracias populares como uma "obrigação" pesada, da qual o URSS só ganhava em libertar-se.
A doutrina da "soberania limitada" foi então posta de lado, e os antigos países-satélite da URSS puderam escolher o seu regime político. 

No ano de 1989, uma vaga democratizadora varre o Leste: os partidos comunistas perdem o seu lugar de "partido único" e, pouco depois realizam-se as primeiras eleições livres do pós-guerra.

Neste processo, a cortina de ferro, que há 4 décadas, separava a Europa, levanta-se finalmente: as fronteiras com o Ocidente são abertas e, em 9 de novembro, perante um mundo estarrecido, cai o Muro de Berlim.


Face à queda do Muro e ao colapso dos regimes comunistas, a divisão da Alemanha deixara de fazer sentido. A Alemanha reunifica-se. Em 3 de outubro de 1990, menos de um ano depois da queda do Muro de Berlim, são retirados os marcos entre os dois países e a nação germânica reecontra a unidade perdida. No mês seguinte é anunciado, sem supresa, o fim do Pacto de Varsóvia e, pouco depois, a dissolução do COMECON.

Aqui seguem alguns vídeos em ordem, sobre a Reunificação Alemã:

                                           1º Uma chance para a Alemanha e para a Europa;

2º Alemanha: um sócio muito requisitado na Europa;

3º Berlim: a capital da Alemanha unificada;

4º A Alemanha assume responsabilidade global;

5º O engajamento da Alemanha na ONU.


O Fim da URSS

A Dissolução da União Soviética resultou no fim do socialismo real e na indepêndencia de 15 repúblicas soviéticas:

Rússia,
Ucrânia,
Moldova,
Bielorrúsia,
Estônia,
Letônia,
Lituânia,
Geórgia,
Armênia,
Azerbaijão,
Casaquistão,
Turcomenistão,
Quirguistão,
Usbequistão e
Tajiquistão.

No Leste Europeu, os países socialistas, como a: Polônia, Tchecoslováquia, Roménia, Hungria, Iugoslávia, Albânia, Bulgária e Alemanha Oriental, foram gradativamente declarando a independência do partido socialista e todos tornaram-se capitalistas e de governos democráticos (exceto na Jugoslávia onde houve guerra civil e separatista). A Tchecoslováquia se separou de forma amigável.

Confrontado com estas dissidências, Gorbatchev, que nunca tivera em mente a destruição da URSS ou do socialismo, tenta parar o processo pela força, intervindo militarmente nos Estados Bálticos (início de 1991). Esta atuação retira o líder soviético da vanguarda reformista e o apoio dos mais ousados passa para um ex-colaborador de Gorbatchev, Boris Ieltsin. Eleito, como independente, presidente da República da Rússia em junho de 1991, Ieltsin reforça o seu prestígio em agosto ao encabeçar a resistência de um golpe de Estado dos saudosistas do Partido, que pretendiam tomar o poder e parar as reformas em curso.
Pouco depois, no rescaldo do golpe, o novo presidente toma a medida extrema de poibir as atividades do partido comunista.

No outono de 1991, a maioria das repúblicas da União declara a sua independência. Em 21 de dezembro, nasce oficialmente a CEI (Comunidade de Estados Independentes), à qual aderem 12 das 15 repúblicas que integravam a União Soviética. Quatro dias depois, ultrapassado pelos acontecimentos e vencido no seu propósito de manter o país unido, M. Gorbatchev abandona a presidência de uma URSS que, efetivamente, já desaparecera.

(símbolo da CEI)



OS PROBLEMAS DA TRANSIÇÃO PARA A ECONOMIA DE MERCADO

Na Economia de mercado a maior parte da produção econômica é gerada pela iniciativa privada. Indústria, comércio e prestação de serviços são controlados por cidadãos particulares, ou seja, são empresas do setor privado que detêm a maior parcela dos meios de produção.

O Estado tem o papel de regulamentação e fiscalização da economia, além de atender setores prioritários como: energia, segurança, educação e saúde, entre outros.
A perestroika tinha prometido aos soviéticos uma melhoria acentuada e rápida do nível de vida. Mas, ao contrário do previsto, a reconversão económica foi um fracasso e a economia deteriorou-se rapidamente.

O fim da economia planificada significou o fim dos subsídios estatais às empresas, que se viram na necessidade de se tornarem lucrativas ou enfrentarem a falência. Assim, muitas unidades desapareceram e outras extinguiram numerosos postos de trabalho, considerados excedentários.
De forma geral a riqueza passou para as mãos de antigos altos funcionários que souberam aproveitar a posição que se encontravam. Em meados dos anos 90, 45% do rendimento nacional encontrava-se nas mãos de menos de 5% da população.

Os países de Leste também viveram, de forma dolorosa, a transição para a economia de mercado.
De acordo com o Banco Mundial (2002), nos países em transição para a economia de mercado, “a pobreza espalhou-se e cresceu a um ritmo mais acelerado do que em qualquer outro lugar do Mundo”.
Os países que encetaram reformas mais drásticas e que beneficiaram de uma relativa estabilidade política, como a República Checa, a Hungria ou a Polónia, captaram importantes investimentos estrangeiros e grandes fluxos turísticos, apresentando, a partir de meados da década de 90, uma evolução económica positiva. Aí, o nível de vida ultrapassou rapidamente o antigo padrão comunista e as previsões de crescimento económico mantêm-se animadoras, devido, em parte, ao forte estímulo que constitui a sua recente adesão à União Europeia.







Livro – O Tempo da História – Parte 3 – 12º






Trabalho realizado por
Rafaela Souto
12ºJ

domingo, 11 de março de 2012

A Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial:
O contexto:
Quando a 1ª guerra mundial termina em 1918, um dos principais objectivos é tentar manter uma paz duradoura, em que se destaca a SN (Sociedade das nações 1920).
No entanto, em 1920 vêmos surgir tambem uma proliferação de movimentos totalitarios, em paises como Italia, Portugal e Alemanha e tambem no Japão.
Nos anos de 1936 e 1937, a Alemanha, Italia e Japão formaram o eixo Berlim-Tokyo.
Em 1938 a Alemanha anexa a Austria no mês de Março e o pais dos Sudetas no mês de Setembro.
Por outro lado, a Alemanha assina um pacto de não agressão com a URSS.
A primeira grande agressão que conduzio ao conflito foi a invasão da Polonia a 1 de Setembro de 1939, o que leva a França e a Inglaterra a declarar guerra á Alemanha.

O conflito:
1ª fase:
A invasão da Polonia foi algo fulminante (devido á tactica moderna da guerra relampago) que apanhou as forças aliadas desprevenidas.
-Bombardeiro Alemão, simbolo da Blitzkrieg.



No verão de 1940, Hitler já controlava metade da Europa e pensando conseguir ganhar a Inglaterra, neutralizando a Royal Air Force, deu-se a Batalha de Inglaterra que terminou com a primeira grande derrota alemã.

2ª fase:
Passado um ano da invasão a frança, Hitler planeia uma invasão á URSS que teve inicio em junho de 1941 e em Dezembro do mesmo ano, Estaline Lança uma enorme contra ofensiva que faz o exercito Alemão recuar.

A 7 de Dezembro de 1941, os aviões japoneses atacam Pearl Harbor. Os Estados Unidos entram em guerra contra o Japão no dia 8 de Dezembro e a Alemanha e Itália declaram guerra aos Estados Unidos três dias depois.

No ano de 1943 a guerra já estava perfeitamente globalizada, e no final deste ano Mussolini morre e a Italia retira-se do conflito.

3a Fase:
O presidente norte-americano e o primeiro-ministro britânico já haviam aprovado um plano — seu nome em código era Overlord —  que tinha como finalidade o desembarque da Normandia (6 de julho de 1944). A operação Overlord ia satisfazer finalmente a demanda de uma segunda frente, que já vinha sendo reclamada com insistência pelos soviéticos.
http://www.youtube.com/watch?v=ehQtpXHCdJI&feature=related

 Após Conferência de Ialta, em fevereiro de 1945, Stalin aceitou declarar guerra ao Japão em um prazo de três meses, a partir da rendição da Alemanha e em troca de certas concessões territoriais no Extremo Oriente. Também se decidiu que a estratégia contra a Alemanha consistiria em lançar um ataque a partir do norte até Berlim, dirigido por Montgomery, apesar dos exércitos dos Estados Unidos também participarem.

Hitler suicidou.se enoseu bunker em Berlim em 30 de abril de 1945. Nomeando o almirante Karl Doenitz como seu sucessor na posição de chefe do Estado . Alfred Jodl, assinou a rendição incondicional de todas as Forças Armadas alemãs no quartel-general de Eisenhower, estabelecido em Reims, em 7 de maio.Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha declararam em 8 de maio o Dia da Vitória na Europa. A rendição incondicional completa entrou em vigor um minuto depois da meia-noite, uma vez firmado em Berlim um segundo documento que também foi assinado pela URSS.

O final da guerra no Pacífico não se avistava, apesar da situação do Japão ser desesperadora. O assalto de uma pequena ilhota árida — a batalha de Iwo Jima — custou a vida de mais de 6.000 soldados da infantaria da Marinha norte-americana, antes de transformar-se numa base segura em 16 de março. Ao longo de todo o conflito, os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha haviam realizado um grande projeto científico e industrial para o desenvolvimento de armas nucleares. O presidente Harry S. Truman permitiu que fossem lançadas duas bombas atômicas: a primeira sobre Hiroshima e a segunda sobre Nagasaki. A URSS declarou guerra ao Japão em 8 de agosto e invadiu Dongbei Pingyuan ou Manchúria no dia seguinte. O Japão anunciou sua rendição em 14 de agosto. A assinatura oficial se realizou na baía de Tóquio a bordo do encouraçado Missouri em 2 de setembro.


As Consequências da Guerra:
A Segunda Guerra provocou um desenvolvimento da indústria bélica e um grande número de mortes: a União Soviética teve 20 milhões de mortos; 6 milhões de alemães; 1,2 milhões de mortos japoneses; e o extermínio de judeus, nos campos de concentração chegou a cerca de 7 milhões de vítimas.

Outra das consequência foi a reunião dos aliados e da União Soviética, procurando reorganizar o mapa político alterado pela guerra.
As conferências e suas principais decisões foram:

Conferência de Ialta- Com a participação de Churchill, Roosevelt e Stalin que confirmaram a divisão da Alemanha e dividiram a Coréia em zonas de influência: o Sul controlado pelos EUA e o Norte pela União Soviética.

Conferência de Potsdam- Participação de Clement Attlee (Grã-Bretanha), Harry Truman (EUA) e Stalin. Efetivou a divisão da Alemanha em zonas de influência, a criação de um tribunal para julgar os crimes nazistas (Tribunal de Nuremberg) e estipulado uma indenização de 20 bilhões de doláres à Inglaterra, URSS, França e EUA.

Outras conseqüências:A criação da ONU; O Plano Marshall, plano de ajuda econômica dos EUA para recuperar a economia européia. A nação que quisesse receber a ajuda deveria combater- internamente-o avanço das idéias comunistas;
A Guerra Fria, um conflito ideológico entre o capitalismo- sob a liderança dos EUA – e o comunismo, liderado pela União Soviética. A Guerra Fria foi inaugurada pela Doutrina Truman, que justificava uma intervenção militar para evitar que os comunistas chegassem ao poder em qualquer país.


Trabalho realisado por: Guilherme Gomes

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Mundo Comunista


O Mundo Comunista


Contexto do seu surgimento

  Assim que a Segunda Guerra Mundial teve o seu fim em 1945, o mundo eclodiu numa série de conflitos que originou a sua bipolarização.
  Realizaram-se conferências de paz com vista a cooperação entre os países, nomeadamente, a de Ialta e a de Potsdam. Na primeira conseguiu-se entrar em acordo, pacificamente; na segunda, já com alguma animosidade, encerrou sem uma solução definitiva, acabando por consolidar alguns aspectos da anterior.
  Os países em confronto foram os que outrora se apoiaram mutuamente no segundo conflito mundial, ou seja, os EUA, capitalista, e a URSS, comunista, contudo os numerosos conflitos internos e, ainda, os principios ideológicos defendidos que eram totalmente diferentes geraram um clima de confrontos indiretos e, ao mesmo tempo, a criação de dois blocos antagónicos.
  Este bipolarismo acabaria por se consolidar entre 1945 e 1955 com as campanhas de propaganda, que pretendiam a captação de aliados, e a com a corrida de armamente.
  O mundo vê os ânimos a baixar aquando a morte de Estaline, em 1953, e a ascensão de Kruchtchev, pois aqui inicia-se a fase de coexistência pacífica entre os soviéticos e os americanos, onde se reabre o diálogo entre os blocos.


Mundo Comunista




Conflitos localizados durante este período
  A maioria dos conflitos que surgiram entre as duas potências foram gerados, principalmente, para conter as ameaças um do outro, que insistiam, continuamente, em se expandir e captar aliados. A sua hegemonia estendia-se aos países do Leste, à qual criou uma uma área impenetrável de influência a que Churchill, presidente inglês, denominou de “cortina de ferro”. Ao tentar que a sua ideologia se expandisse, acabou por recorrer à violência, em alguns casos. A Guerra da Coreia, entre 1950-1953, foi um desses exemplos.
  Na Alemanha, dividida, na Conferência de Ialta, em quatro áreas de ocupação (EUA, URSS, França e Inglaterra), principalmente, na cidade de Berlim, surgiu um dos primeiros conflitos localizados, isto é, o Bloqueio de Berlim, pela União Soviética, entre 1948-1949, que não permitia o abastecimento da cidade pela via terrestre, bloqueando todas as vias que conduziam a ela. Os ingleses acabam por abastecer-la por via aérea. Mais tarde, em 1961, surge uma segunda crise na cidade, que obriga a construção de um muro, pois a Alemanha estava agora dividida em duas nações, a RDA -república democrática da Alemanha- e a RFA –república federal da Alemanha-, criando um ponto de passagem dos cidadãos da RDA para o lado Ocidental. Estas deserções afectavam gravemente a economia, levando à construção do muro, que envolvia todo o território de Berlim Ocidental. Esta divisão da cidade concretizava a divisão do país e do mundo em dois blocos antagónicos.
  Em Cuba, considerada o bastião comunista da União Soviética, surgiu um conflito que colocou o mundo num sobressalto, em 1962, com a Crise dos Mísseis de Cuba, aquando o período da coexistência pacífica.
  A revolução cubana, em 1959, sem influência comunista, surgiu num período em que o país se encontrava sob o poder de um ditador, afecto aos EUA, que se tornava necessário destituir. Assim, a revolução democrática foi levada cabo por Fidel Castro e Che Guevera contra Fulgência Baptista, acabando com a ditadura.

"Cortina de Ferro"


Muro de Berlim 1961
Base dos Mísseis de Cuba



Áreas de expansão comunista:

  A União Soviética expandiu-se por quatro áreas principais, sendo estas a Europa do Leste (conceito de “cortina de ferro”, de Churchill), Ásia, África e América Latina. 
  Este desencadear de expansões somente tornou-se possível graças ao processo de descolonização da ONU e ao reforço militar soviético, que levou à implantação de regimes comunistas de modelo soviético. Deste modo, a URSS saiu do isolamento em que se encontrava desde Outubro de 1917.
  Na Europa, sucedeu-se a primeira vaga de extensão do comunismo, sob pressão directa da URSS , e os novos países designaram-se de democracias populares, onde se exercia um regime monopartidarista, e à semelhança do modelo soviético, adopta a ideologia comunista em todos os sectores da sociedade, exercendo de forma absoluta.

  Como a esmagadora maioria é a população, esta exerce o poder e a gestão do Estado pertence às classes trabalhadoras.

  A URSS, reforçou os laços criados entre os novos países aliados, constituindo, em 1955, o Pacto de Varsóvia, totalmente oposto à NATO. Este pacto era uma aliança militar que previa a reacção conjunta a qualquer agressão que pudesse surgir.

      “Art. 4º .

       Em caso de agressão armada na Europa contra um ou vários dos estados signatários do Tratado […] cada Estado signatário do Tratado, exercendo o seu direito à autodefesa individual ou colectiva de acordo com o artigo 51 da Carta da Organização das Nações Unidas, concederá ao Estado ou estados vítimas de uma tal agressão assistência imediata […]”

Pacto de Varsóvia, 14 de Maio de 1955

 

Ao não permitir desvios, recorria à violência, contendo a agitação social, como o caso da Hungria, em 1956, e a Checoslováquia, em 1968, que obrigou à intervenção dos militares do Pacto de Varsóvia a reprimir os levantamentos sociais contra o poder soviético.

  Na Ásia, foi necessário recorrer à violência para se implantar o modelo soviético neste continente. No entanto, só a Coreia, teve essa necessidade, desenrolando-se uma autêntica Guerra Civil, que durou três anos (1950-1953), entre o norte comunista, república popular da Coreia, e o sul capitalista, república popular da Coreia. O objectivo era unificar o país tornando-o soviético. Contudo, o seu fim não chegou a uni-lo.
  Nos restantes países do continente, o triunfo do modelo soviético sucedeu graças aos movimentos revolucionários motivados pela URSS. Como o caso da China de Mao Tsé-Tung, em que este, em 1949, proclama a instauração da República Popular. Todavia, acaba por afastar-se por de Nikita Kruchtchev, após a morte de Estaline, pelo motivo deste se distanciar da sua ideologia.
  Na América Latina, o ponto fulcral da expansão e, também, o bastião, foi, como referido anteriormente, Cuba, onde um grupo de revolucionários actua sob o comando de Fidel Castro e Che Guevara, aqueles que livraram os cubanos da ditadura.
  Em 1962, a influência da URSS confirma-se quando aviões americanos detectam, através de fotografias aéreas, a construção de um base de mísseis russos de médio alcance, cujo alvo era território americano.
  Kennedy ordena a retirada a imediata dos mísseis, colocando o mundo com receio de um grande conflito entre as superpotências. Kruchtchev, de visita aos EUA, acaba por retirá-los com a certeza de que o presidente americano não entraria em Cuba, investindo na instituição do capitalismo. Este país latino acabaria por desempenhar um papel importante na proliferação do comunismo.
  Na África, a segunda vaga de descolonizações tornou-se um factor importante para a implantação do modelo soviético nesta área, graças ao apoio da URSS aos movimentos de libertação.                                     

Europa do Leste








Coreia do Norte


Mao Tsé-Tung


América Latina






Economia:
  A URSS levava a cabo uma economia fechada e planificada e adaptando este modelo aos regimes soviéticos fez com que se recuperassem rapidamente. E com os planos quinquenais a apostar na indústria pesada e nas infraestruturas , estes conseguiram, com o seu crescimento significativo, alcança a segunda posição da indústria mundial
  Contudo, a longo prazo, estas medidas mostravam fraquezas que viriam a evindenciar o seu pouco sucesso. Essas medidas, apesar de relativamente estáveis, não acompanhavam as necessidades da população, que continuava a ter um nível de vida precário, que não acompanhava a evolução, visto que, o salário continuava baixo, não compensando o esforço exercido no trabalho, havia carência de bens materiais e a agricultura, portadora de falta de investimento, má gestão e falta de formação dos agricultores, a construção habitacional, a indústria e o sector terciário pouco avançavam. Mas, por outro lado, onde as indústrias progrediam, a população acabava por se amontoar na periferia,fugindo à pobreza, onde havia filas de espera imensas para adquirir bens essenciais à sobrevivência.
       “O ritmo de crescimento da agricultura socialista acusa um atraso nítido relativamente ao ritmo de crescimento da indústria e das necessidades de consumo da população.
       Entre 1940 e 1952, […] a produção agrícola global cresceu somente 10%. […]”
Nikita Kruchtchev, 1953
   Com o passar do tempo, a economia planificada dos países de modelo soviético começou a mostrar as suas debilidades. Na agricultura, o descontentamento dos agricultores leva à sua desmotivação, há falta de investimento que se reflectem, evidentemente, na produtividade. A planificação da economia, não oferece a autonomia necessária ás empresas, que não controlam as produções, o equipamento, os trabalhadores , nem outros assuntos relacionados com a fixação de salários e preços ou na escolha dos seus fornecedores, impedindo-as de se desenvolverem. A procura de cumprir com os planos, atendendo à quantidade necessária de produzir, acaba por não haver uma preocupação com a qualidade dos produtos ou ao potencial dos equipamentos.



Conclusão:

Em suma, a URSS passou por muitas dificuldades para conseguir se relançar na economia, e mesmo após a morte de Estaline, em 1953, que permitiu a sua destalinização, que levou a uma orientação mais liberal, aberta ao diálogo com o Ocidente, as expectativas ficaram bastante aquém do que se esperava.
  Esta situação não se alterou e nem se tentou uma melhoria, pois na década de 70, Brejnev assume o poder, retomando um regime repressivo, o culto à personalidade , a corrupção e a burocracia, que “garantiu” uma verdadeira estagnação e o aumento do descontentamento.


  Fonte:



Trabalho Realizado : Bruna Fernandes nº 10 12ºJ