sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O início e o fim dos “loucos anos 20”


  





Os anos 20: 1920-1921-1922-1923-1923-1924-1025-1926-1927-1928-1929

 Com a Primeira Guerra Mundial, que decorreu entre 1914 e 1918, viveram-se tempos de horror e destruição. Mas a 11 de Novembro de 1918 a paz tinha voltado. Uma enorme alegria havia incidido, principalmente, nos países que foram "palcos" de guerra. Assim esqueceram-se dores, saudades dos entes queridos que faleceram na guerra, e instalou-se um sentimento de esperança e optimismo.

 
    Mas o que fazer no meio de tanta destruição? Bem... tinha de se voltar a reconstruir das ruínas uma nova sociedade.
E foi com a ajuda de engenheiros, operários e arquitectos que se "começaram a executar planos de ressurgimento, inovando, renovando, recorrendo a novos materiais e nova tecnologia." E o grande objectivo a superar era, todo o conservadorismo e preconceitos que se haviam criado ao longos dos anos.
    Dá-se início a uma década revolucionária na história Mundial, conhecida por os "loucos anos 20".

 

O que são os "loucos anos 20"?
    Os "loucos anos 20" foram uma época onde existiram alterações na mentalidade e nos comportamentos da população. As mulheres entregaram-se à fúria de viver. O entusiasmo pela vida nocturna aumenta, os cabarés animam-se com novos ritmos, como por exemplo: o jazz, o charleston, foxtrot. As raparigas independentes passam a usar as saias curtas e o cabelo à " la garçonne", praticam desporto e frequentam os espaços nocturnos.

 
    É visível que nestes curtos anos a vida das pessoas tenha mudado. Algumas pessoas sofreram mais rápido as mudanças do que outras. Porém, venceu, em força, o movimento mais ousado. A mulher teve, um papel relevante no grito de liberdade que ficou a ecoar pelo espaço e pelo tempo.

 

 
A mulher dos anos 20

 
    Nos anos 20, a mulher assumiu uma atitude moderna e na maioria das vezes causou espanto com suas atitudes consideradas avançadas para o seu tempo. Há uma quebra da hierarquia do público-privado, e a mulher começa a ser vista passeando sozinha pelas ruas dos grandes centros. O habitual era o homem sair de casa, enquanto a mulher se dedicava às tarefas domésticas. Com a mulher tornando-se "moderna", essa hierarquia "habitual" é invertida. As mulheres passam a frequentar espaços públicos, sai para ir às compras, para tomar chá e refrescos, para ir à praia e para dançar em clubes nocturnos. Esta inversão causa um descontentamenti por parte dos homens, que desejam que a mulher retorne ao lar e continue com as tarefas domésticas. Existe também um receio que as mulheres ocupem os lugares dos homens na sociedade, e assim, a igualdade dos sexos passa a ser discutida como nunca antes visto.
    O papel da mulher na sociedade europeia teve algumas alterações durante a guerra, dada a escassez de homens na população activa. Depois de a grande guerra acabar, algumas mulheres lutaram pelos seus direitos, como o direito à igualdade, em especial à igualdade política.
    Desde o início do século XX, as sufragistam combateram pelo dieito ao voto feminino e conseguiram-no conquistar, nomeadamente na Alemanha, Áustria, Inglaterra e EUA.

 
    A mulher era a grande impulsionadora da loucura, era o centro das atenções. Os divertimentos - desde os desportivos, aos dos casinos, salões de baile, cinema e teatro - exigem vestuário feminino e masculino diversificado, daí que a moda constitua uma exigência e um imperativo.


  • Vestuário

A mulher apresentava-se com vestidos arrojados, a saia pelo joelho, feitos de tecidos leves, de corte elegante, cintura descida quase sempre rodados, cores suaves bem combinadas. Para ocasiões à noite, os vestidos eram compridos, elegantes, de tecidos leves e quentes, adornados de peles valiosas.


 

 



 


 





Os sapatos, eram variados, desde sapatos decotados com fivelas enfeitadas de pedrarias ou outros motivos mais singelos até aos de presilha com o rebordo destacado por pele de outra cor. Os saltos não eram muito altos.

 




  



Os chapéus, usados desde finais do século XIX, tornavam-se agora indispensáveis e consideravam-se um complemento das toilettes do dia-a-dia. Os modelos de chapéus adaptavam-se aos cortes de cabelo, e um dos cortes muito conhecido era o "à la garçonne". Era um corte impecável que deixava o cabelo curto, de forma a descobrir o pescoço, mas acompanhando o contorno da cabeça. Havia mulheres que cobriam a testa com a franjinha, dando mais realce aos olhos e às maçãs do rosto. Outras preferiam o cabelo frisado, ou seja, com caracóis volumosos ou com ondas largas feitas com um ferro específico, a este penteado dava-se o nome de "à marcel".

 



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 




 


 A mulher, tinha a necessidade de realçar os olhos e a boca. As sobrancelhas eram cuidadosamente delineadas e as pestanas fixadas com rímel. Os tons de preto sobressaíam os olhos, pois eram um elemento atractivo indispensável da mulher à procura de amor. Os lábios eram pintados de modo a realçar o lábio superior, e as unhas eram longas em bico, pintadas de vermelho, dando às mãos um ar aristocrático.

 

                                         Mutação nos comportamentos

Os anos 20 foram anos de fantasia, criatividade e prosperidade. Com o regresso da prosperidade, os jovens procuravam, desesperadamente, gozar a vida. Entregavam-se à euforia, aos prazeres, ao divertimento, ao entusiasmo da vida nocturna, enfim, à boa vida!
    O espírito de aventura estava presente nos homens e mulheres desta altura, competiram em provas difíceis, como a acrobacia aérea, corridas de automóveis, escalada de montanhas, desafiando o Everest ou altos picos da Europa. Aproveitaram também o desenvolvimento das vias férreas e marítimas, fazendo viagens por mar e por terra, desfrutando o que melhor a vida tem. As famílias com mais posses tinham como objectivo conhecer monumentos e cidades "famosas".

  
  • Novas Danças

        Os teatros, os cinemas, e salas de espectáculos das grandes cidades tornaram-se locais bastante frequentados. Criaram-se novas danças como o charleston, lambeth walk, swing ,rumba e foxtrot .

    Como exemplo destas danças, podemos visualizar este vídeo:
    •    http://www.youtube.com/watch?v=QJSdk44gWIE

    •    http://www.youtube.com/watch?v=7neA1I9K71c&feature=related


      Os anos 20, trouxeram um novo mundo agitado pois o rápido desenvolvimento dos meios de transporte (comboio, automóvel, avião) e dos meios de comunicação (rádio, telégrafo, telefone...) acelerou o quotidiano das pessoas, favorecendo uma maior mobilidade espacial e do ritmo de vida. Este novo mundo decorria na ânsia de se esquecer o tempo real e mergulhar num mundo de sonho onde "nada é tudo".


    O Fim dos "Loucos anos 20"

        Porém tudo o que é bom acaba, e toda a moeda tem duas faces: a cara e a coroa.

        Paralelamente ligado a esta euforia de modo de vida, o período decorrente entre as duas Grandes Guerras foi caracterizado por uma grande inquietação e instabilidade nos comportamentos sociais. A paz que há tempos foi estabelecida no Tratado de Versalhes, que pôs fim a 1ª Guerra Mundial, foi apenas uma paz aparente, pois na Alemanha e na Itália, preparava-se para o início de regimes totalitários, o Nazismo e o Fascismo.
        Mas, a 29 Outubro de 1929, deu-se o Crash na bolsa de valores de Nova Iorque. Depois de uma fase alta na economia, que ficou conhecida por os "loucos anos 20", "relacionada com a depêndencia dos capitais e dos empréstimos americanos no pós-guerra e com a aplicação do taylorismo, seguiu-se uma tendência depressionária".












    Esta crise teve na origem da superprodução de bens de consumo e,por outro lado, na grande especulação bolsista, na qual as cotações da bolsa eram cada vez mais altas, não correspondendo à realidade das empresas. E, por fim, a facilidade de créditos mantinha uma "ilusão" por parte dos cidadãos em relação a prosperidade.
        No dia 29, os investidores perderam todos os seus valores, levando a suicídios e a desmoralização. Os Estados Unidos declararam falência, e consigo levaram todos os países da Europa que eram seus dependentes económicos.
    Em consequência, o mundo fica mais pobre. A miséria e o desemprego trazem desordem e instabilidade social. Para trás, ficam tempo de sonhos, fantasias e uma vida de estravagâncias.



    FONTES:
    apontamentos de aulas
    Guia de Estudo, História A 12, Porto Editora


    Trabalho realizado por: Ana Catarina nº1 12ºj











     

7 comentários:

  1. Na minha opinião a década mais poética e bonita da História!

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  2. Mais tudo que é bom dura pouco , se a crise de 29 não chegasse ein!

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  3. muito bom trabalho brigado por isto,vai me ajudar imenso

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  4. Muito interessante! Há escrita a melhorar mas ajudou-me bastante nas minhas pesquisas

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