sábado, 26 de novembro de 2011

os regimes ditatoriais

Nos anos 30 vemos grandes mudanças no panorama político da Europa, sendo um dos principais motivos a violenta crise económica de 1929 e o terror do bolchevismo (Filosofia/ciência politica, que defendia uma sociedade sem classes). Os primeiros países que “cedem” a um regime totalitarista (ditadura) foram aqueles que com a primeira guerra mundial não viram as suas necessidades a serem atendidas, e por isso precisaram de implementar medidas com vista a sair da crise. Nesta Época vemos surgir dois tipos de ditadura:

 Extrema-direita: (Italia, Portugal e Alemanha) 

Esquerda/Esquerda Comunista (Russia/URSS)

 Na Itália, Mussolini leva o Partido Nacional Fascista ao poder, apostando num discurso nacionalista e imperialista, aproveitando o descontentamento dos italianos face aos partidos políticos (Mussolini Instaura com sucesso o Fascismo em 1926).

 Também na Alemanha a ditadura ascende, sendo o seu lider Hitler e o Partido Nazi. Com Hitler a Alemanha inicia um processo de rearmamento (marcas de descontentamento, imposto pelo tratado de Versalhes) e de expansionismo, que acabará por conduzir à 2ª Guerra mundial.

 Portugal irá igualmente conhecer um governo autoritário, que se instala a seguir à ditadura militar que pusera fim à República em 1926. António de Oliveira Salazar (primeiro assumindo o cargo de ministro das finanças) é o responsável por este regime, conhecido por Estado Novo, que se prolonga até 1974.

 No entanto, os anos 30 não conhecem apenas as ditaduras de extrema-direita.Com o comunismo, primeiro instaurado por Lenine mas herdado por Estaline, conduz o país à posição de grande potência mundial à custa de uma economia planificada, fechada e colectivizada (não sendo assim afectada pela crise mundial de 1929) Estas ditaduras de extrema-direita tinham grandes semelhanças ideológicas entre si:

  Corporativismo – união de patrões e assalariados em corporações de uma mesma actividade económica, com o objectivo de evitar a luta de classes.

  Imperialismo – Necessidade de alargamento do espaço territorial. (Portugal é uma excepção, pois não tinha a necessidade de expansão porem tinha uma certa ideologia Imperialista pois sentia a necessidade de manter o seu império ultra-marino)

  Nacionalismo – Exaltação das glórias do passado, a nação era o bem mais importante. ( Roma antiga no caso da Italia, a grande Alemanha ou o Reich que significa Império ou nação e os descobrimentos no caso de Portugal)

  Antiparlamentarismo – rejeição da pluralidade de partidos políticos, encarados como responsáveis pelo enfraquecimento nacional. (Na Itália o partido nacional fascista, na Alemanha o partido nacional nazi e em Portugal a União Nacional).

  Totalitarismo – O estado estava acima do indivíduo, desprezavam-se os direitos individuais. (Alguns estudiosos consideram que Portugal era mais autoritário do que totalitário.)

  Culto da personalidade – O chefe do país concentrava em si todos os poderes; era considerado o salvador da pátria e as suas atitudes eram incondicionalmente aprovadas. ( O Fuhrer na Alemanha, o Duce na Itália e o Salvador da Pátria em Portugal) Anti-Comunismo - conjunto de ideias, correntes e tendências intelectuais que possuem em comum a negação dos princípios e ideais do comunismo.

  Simbolos das ditaduras 

  Nazismo



Fascismo











                                                            Salazarismo



Forças Paramilitares e Policias politicas: 

Sendo estados autoritários, têm todos (a Alemanha, a Italia e Portugal) um carácter repressivo. Os Ideias Fascistas (Portugal e Itália) e Nazistas (Alemanha) eram incutidos primariamente nas camadas mais jovens da sociedade.

 Na Itália, a partir dos 4 anos, as crianças entravam nos “Filhos da Loba” e usavam já uniforme; dos 8 aos 14 faziam parte dos “balillas”, aos 14 eram “vanguardistas” e aos 18 entravam nas “Juventudes Fascistas”. Também na Alemanha, os jovens eram treinados e eram incutidos pelas organizações de juventude a partir dos 8 anos, considerando-se opositores ao regime os pais que não enviassem os seus filhos para as “Juventudes Hitlerianas”. Assim Portugal também seguia o exemplo tendo como forças paramilitares a “Mocidade Portuguesa” para os mais novos e a “Legião Portuguesa” para os mais velhos .

Estas forças, serviam para transmitir o ideal de ordem social, poder militar e até transmitir mesmo o medo na população!

 Na Alemanha as SS e as SA faziam o trabalho de militantes e de propaganda pro-nazi, enquanto ao mesmo tempo transmitiam o poderio militar alemão. Para fazer uma “manutenção” dos ideias no país e acabarem com a oposição politica, as ditaduras dispunham também de policias politicas (Gestapo na Alemanha, PIDE em Portugal e a OVRA na Itália) que tinham um carácter altamente repressivo chegando mesmo a eliminar qualquer “ameaça” ao regime!

 Oposição ao Comunismo anticomunismo era uma das características dos regimes autoritários europeus, sendo estes vistos uma reação ou uma contra-medida ao crescimento dos movimentos comunistas.[1] Os fascistas justificavam seu anticomunismo como uma forma de defender a propriedade privada, a religião, o nacionalismo e a ordem social (Tradicionalismo, um dos ideias fascistas/nazistas).. O anticomunismo de Hitler, por exemplo, misturava-se com o preconceito antissemita e racista. Tendo todos os Países Ditatoriais uma grande semelhança ideológica estes eram apresentavam sempre um “ódio” ao comunismo.

 trabalho elaborado por : Guilherme Gomes

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